NOTÍCIAS DO DIA 12.07.06
Lula mantém a ponta
O destaque da política brasileira de hoje vai para a mais nova pesquisa da campanha presidencial que aponta a vitória de Lula (PT) ainda no primeiro turno, com 44,1% dos votos, seguido de longe por Geraldo Alckmin (PSDB), com 27,2%, Heloísa Helena (PSOL) com 5,4% e Cristovam Buarque (PDT) com apenas 1,4%.
Detalhe interessante foi a infografia utilizada pelo O Estado de S. Paulo no texto “Alckmin reduz vantagem de Lula, que ainda vence no primeiro turno”, mostrando uma pista de atletismo e caricaturas dos três primeiros candidato correndo. Lula com cara de “bom velhinho”, com olhar para seu algoz, Alckmin, correndo todo pimpão e com sorisinho cheio de dentes. Mais atrás, a cara carrancuda de Heloísa e a imagem de Cristovam em preto, sem configurar seu rosto, de tão distante que está.
A pesquisa é da CNT/Sensus e mostra que Lula venceria no primeiro turno com 55% contra 34% dos votos válidos, sendo que em maio a diferença estava entre 56,1% para 26,7%. Numa simulação virtual de segundo turno – já que Lula venceria no primeiro com esses números – Lula ficaria com 48,6% e Alckmin alcançaria 35,8%.
O jornal, obviamente, faz a campanha pró-tucanato e diz que a diferença – que já foi de 17,5% pontos há dois meses, e agora é de 12,8% - , poderia ser reduzida sem muitas complicações, bastando o ex-governador de São Paulo virar 6,5 pontos porcentuais. Mas, seguindo esse olhar tucano, o PSDB precisará de fôlego foram das mídias para começar a virar o jogo.
Pois, até 15 de agosto, quando começa a propaganda eleitoral gratuita, os candidatos só terão a chance para aumentar seu eleitorado com comícios, eventos e aparições no noticiário normal da imprensa tradicional. As exposições no rádio e na televisão, que sofrem mais rigor da Lei Eleitoral, terão uma divisão mais igualitária até lá.
Mais números
Interessante notar, também, os gráficos do desempenho de Lula e da avaliação do governo feita também na pesquisa. Olhando para os últimos meses percebe-se uma estabilidade em torno de quase 40% (a atual é de 41%) de avaliação positiva do governo, 38% (hoje é de 38,5%) achando-o regular e cerca de 20% na média (hoje é de 19,3%). Na avaliação do presidente os números da atual pesquisa indicam que 55,8% dos entrevistados aprovam o desempenho de Lula e 37% desaprovam.
Para as pessoas que responderam os questionamentos foi feita a pergunta se a pessoa é beneficiária ou conhecia alguém que fosse beneficiada de algum programa social. Os beneficiários alcançaram 16,4%, aqueles que conhecem pessoas que são beneficiadas atingem 37,2%, quem não conhece foi um total de 45,6%, quem sabe ou não respondeu o número foi de 0,9%. Outra pergunta foi se os programas influenciam o voto: 58,7% responderam que sim, 33,2% disseram que não e 8,2% não sabem ou não responderam.
Isso é importante, pois como considerou o diretor do Sensus, Ricardo Guedes para O Estado de S. Paulo, “Lula e o governo continuam surfando na onda dos resultados da economia e do efeito dos programas sociais”. Trocando em miúdos, o investimento feito por Lula nas camadas baixas da sociedade, dando um qualquer para quem não tem nada, tem trazido dividendos eleitorais essenciais para ele.
Tanto é que a oposição – seja ela de qual lado for – bate firme e forte contra o Bolsa-Família, dizendo que é um programa meramente eleitoreiro. Nem dá pra discutir se é ou não, pois está claro que o programa começou no início do governo, mas, por outro lado, se intensificou decisivamente neste ano, com mais de um milhão de pessoas beneficiadas de uma vez só.
Dá para duvidar, muito menos, de que esses programas não salvam a lavoura, não mudam a situação de dependência dessas pessoas, como disse a jornalistas estrangeiros Cristovam Buarque, segundo O Estado de S. Paulo: “Virou um programa eleitoreiro e, em vez de permitir que a criança estude, agora só permite que a família sobreviva”. Pode ser melhor do que nada, mas, muito menos, é melhor do que as demais opções existentes.
Porém, talvez por essa crítica estar num ponto em que parte da população é beneficiada, que os candidatos da oposição podem se perder e não conseguirem virar o jogo. Mas tudo é especulação enquanto não começa a propaganda na TV e no rádio e enquanto não ocorrem os debates – que Lula nem sabe se quer participar, sabendo do risco que corre de tomar paulada de todos os lados.
O destaque da política brasileira de hoje vai para a mais nova pesquisa da campanha presidencial que aponta a vitória de Lula (PT) ainda no primeiro turno, com 44,1% dos votos, seguido de longe por Geraldo Alckmin (PSDB), com 27,2%, Heloísa Helena (PSOL) com 5,4% e Cristovam Buarque (PDT) com apenas 1,4%.
Detalhe interessante foi a infografia utilizada pelo O Estado de S. Paulo no texto “Alckmin reduz vantagem de Lula, que ainda vence no primeiro turno”, mostrando uma pista de atletismo e caricaturas dos três primeiros candidato correndo. Lula com cara de “bom velhinho”, com olhar para seu algoz, Alckmin, correndo todo pimpão e com sorisinho cheio de dentes. Mais atrás, a cara carrancuda de Heloísa e a imagem de Cristovam em preto, sem configurar seu rosto, de tão distante que está.
A pesquisa é da CNT/Sensus e mostra que Lula venceria no primeiro turno com 55% contra 34% dos votos válidos, sendo que em maio a diferença estava entre 56,1% para 26,7%. Numa simulação virtual de segundo turno – já que Lula venceria no primeiro com esses números – Lula ficaria com 48,6% e Alckmin alcançaria 35,8%.
O jornal, obviamente, faz a campanha pró-tucanato e diz que a diferença – que já foi de 17,5% pontos há dois meses, e agora é de 12,8% - , poderia ser reduzida sem muitas complicações, bastando o ex-governador de São Paulo virar 6,5 pontos porcentuais. Mas, seguindo esse olhar tucano, o PSDB precisará de fôlego foram das mídias para começar a virar o jogo.
Pois, até 15 de agosto, quando começa a propaganda eleitoral gratuita, os candidatos só terão a chance para aumentar seu eleitorado com comícios, eventos e aparições no noticiário normal da imprensa tradicional. As exposições no rádio e na televisão, que sofrem mais rigor da Lei Eleitoral, terão uma divisão mais igualitária até lá.
Mais números
Interessante notar, também, os gráficos do desempenho de Lula e da avaliação do governo feita também na pesquisa. Olhando para os últimos meses percebe-se uma estabilidade em torno de quase 40% (a atual é de 41%) de avaliação positiva do governo, 38% (hoje é de 38,5%) achando-o regular e cerca de 20% na média (hoje é de 19,3%). Na avaliação do presidente os números da atual pesquisa indicam que 55,8% dos entrevistados aprovam o desempenho de Lula e 37% desaprovam.
Para as pessoas que responderam os questionamentos foi feita a pergunta se a pessoa é beneficiária ou conhecia alguém que fosse beneficiada de algum programa social. Os beneficiários alcançaram 16,4%, aqueles que conhecem pessoas que são beneficiadas atingem 37,2%, quem não conhece foi um total de 45,6%, quem sabe ou não respondeu o número foi de 0,9%. Outra pergunta foi se os programas influenciam o voto: 58,7% responderam que sim, 33,2% disseram que não e 8,2% não sabem ou não responderam.
Isso é importante, pois como considerou o diretor do Sensus, Ricardo Guedes para O Estado de S. Paulo, “Lula e o governo continuam surfando na onda dos resultados da economia e do efeito dos programas sociais”. Trocando em miúdos, o investimento feito por Lula nas camadas baixas da sociedade, dando um qualquer para quem não tem nada, tem trazido dividendos eleitorais essenciais para ele.
Tanto é que a oposição – seja ela de qual lado for – bate firme e forte contra o Bolsa-Família, dizendo que é um programa meramente eleitoreiro. Nem dá pra discutir se é ou não, pois está claro que o programa começou no início do governo, mas, por outro lado, se intensificou decisivamente neste ano, com mais de um milhão de pessoas beneficiadas de uma vez só.
Dá para duvidar, muito menos, de que esses programas não salvam a lavoura, não mudam a situação de dependência dessas pessoas, como disse a jornalistas estrangeiros Cristovam Buarque, segundo O Estado de S. Paulo: “Virou um programa eleitoreiro e, em vez de permitir que a criança estude, agora só permite que a família sobreviva”. Pode ser melhor do que nada, mas, muito menos, é melhor do que as demais opções existentes.
Porém, talvez por essa crítica estar num ponto em que parte da população é beneficiada, que os candidatos da oposição podem se perder e não conseguirem virar o jogo. Mas tudo é especulação enquanto não começa a propaganda na TV e no rádio e enquanto não ocorrem os debates – que Lula nem sabe se quer participar, sabendo do risco que corre de tomar paulada de todos os lados.

2 Comments:
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