Equador notificou aos EUA que deverá abandonar Manta em novembro de 2009
Decisão confirma promessa do presidente Rafael Correa; acordo sobre a base de Manta havia sido aprovado durante o governo do ex-presidente equatoriano Jamil Mahuad, fiel aliado dos EUA
30/07/2008
da TeleSur
O governo do Equador notificou formalmente, terça-feira(29), os Estados Unidos de que deverá desalojar a base militar de Manta em novembro de 2009, data em que se vence a concessão para ocupar este recinto.
O Ministério de Relações Exteriores enviou uma notificação à embaixada estadunidense em Quito e explica a decisão do Executivo de dar por encerrado o “Acordo de Cooperação” bilateral assinado em 12 de novembro de 1999 sobre o uso da Base Militar Eloy Alfaro pelas tropas estadunidenses.
Esse acordo estabelecia o “acesso e uso por parte dos Estados Unidos da América das instalações da Base da Força Aérea Equatoriana em Manta para atividades antinarcóticos”, pontuou um comunicado da Chancelaria. O texto também assinala que em conversações sustentadas previamente com funcionários estadunidenses já se havia acordado que as operações terminariam em agosto de 2009.
“Em conversações mantidas com funcionários estadunidenses se acordou que as operações que se realizam (no posto de Manta), amparadas no mencionado acordo, terminem no mês de agosto de 2009”, acrescenta a notificação. Segundo o acordo, “as instalações do Posto da Avançada estadunidense (FOL, por sua sigla em inglês) serão transferidas à autoridade correspondente da Força Aérea Equatoriana”, detalhou o texto da Chancelaria.
O acordo sobre a base de Manta foi aprovado durante o governo do ex-presidente equatoriano Jamil Mahuad, fiel aliado dos Estados Unidos, cujo mandato encerrou antecipadamente em janeiro de 2000, depois de que aprovara a dolarização da economia equatoriana e em meio a pior crise financeira da história do país.
Cerca de 300 soldados estadunidenses estão instalados na base sobre a costa do Pacífico, de onde patrulham aviões AWACS equipados de radares. A presença do contingente desses militares em Manta gerou, desde a sua instalação, suspeitas de amplos setores sociais do Equador, que asseguravam que o posto servia para apoiar o Plano Colômbia, uma operação militar que Washington mantém com Bogotá sob o pretexto de contribuir para pacificar o país vizinho, em guerra interna há 60 anos.
Além disso, a captura e afundamento, em águas próximas à base, de barcos pesqueiros que transportavam ilegalmente a imigrantes equatorianos para os Estados Unidos, aumentou as críticas sobre o convênio com o gigante norte-americano.
Já o presidente Rafael Correa havia anunciado desde a campanha eleitoral, que o levou ao poder em janeiro de 2007, sua decisão de dar por encerrado o acordo com Washington. Por sua vez, a Casa Branca assegura que respeitará a decisão de Quito e que retirará a seus homens quando chegar o momento.
Fonte: Brasil de Fato
30/07/2008
da TeleSur
O governo do Equador notificou formalmente, terça-feira(29), os Estados Unidos de que deverá desalojar a base militar de Manta em novembro de 2009, data em que se vence a concessão para ocupar este recinto.
O Ministério de Relações Exteriores enviou uma notificação à embaixada estadunidense em Quito e explica a decisão do Executivo de dar por encerrado o “Acordo de Cooperação” bilateral assinado em 12 de novembro de 1999 sobre o uso da Base Militar Eloy Alfaro pelas tropas estadunidenses.
Esse acordo estabelecia o “acesso e uso por parte dos Estados Unidos da América das instalações da Base da Força Aérea Equatoriana em Manta para atividades antinarcóticos”, pontuou um comunicado da Chancelaria. O texto também assinala que em conversações sustentadas previamente com funcionários estadunidenses já se havia acordado que as operações terminariam em agosto de 2009.
“Em conversações mantidas com funcionários estadunidenses se acordou que as operações que se realizam (no posto de Manta), amparadas no mencionado acordo, terminem no mês de agosto de 2009”, acrescenta a notificação. Segundo o acordo, “as instalações do Posto da Avançada estadunidense (FOL, por sua sigla em inglês) serão transferidas à autoridade correspondente da Força Aérea Equatoriana”, detalhou o texto da Chancelaria.
O acordo sobre a base de Manta foi aprovado durante o governo do ex-presidente equatoriano Jamil Mahuad, fiel aliado dos Estados Unidos, cujo mandato encerrou antecipadamente em janeiro de 2000, depois de que aprovara a dolarização da economia equatoriana e em meio a pior crise financeira da história do país.
Cerca de 300 soldados estadunidenses estão instalados na base sobre a costa do Pacífico, de onde patrulham aviões AWACS equipados de radares. A presença do contingente desses militares em Manta gerou, desde a sua instalação, suspeitas de amplos setores sociais do Equador, que asseguravam que o posto servia para apoiar o Plano Colômbia, uma operação militar que Washington mantém com Bogotá sob o pretexto de contribuir para pacificar o país vizinho, em guerra interna há 60 anos.
Além disso, a captura e afundamento, em águas próximas à base, de barcos pesqueiros que transportavam ilegalmente a imigrantes equatorianos para os Estados Unidos, aumentou as críticas sobre o convênio com o gigante norte-americano.
Já o presidente Rafael Correa havia anunciado desde a campanha eleitoral, que o levou ao poder em janeiro de 2007, sua decisão de dar por encerrado o acordo com Washington. Por sua vez, a Casa Branca assegura que respeitará a decisão de Quito e que retirará a seus homens quando chegar o momento.
Fonte: Brasil de Fato

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