NOTÍCIA DO DIA 19.07.06
PFL do RJ grita contra possível apoio de Garotinho a Alckmin
Em dia de futebol na telinha, gostaria de destacar a grita que a aproximação do candidato à Presidência da República, Geraldo Alckmin (PSDB), ao ex-governador Anthony Garotinho (PMDB) tem causado no Rio de Janeiro, principalmente ao gueto pefelista de César Maia naquele Estado.
A notícia da página A7 do Caderno Nacional de O Estado de S. Paulo intitulada “Maia ataca aceno do PSDB a Garotinho” dá o tom das declarações do prefeito do Rio de Janeiro, César Maia, inimigo ferrenho de Garotinho, sobre essa possível aliança, conferindo o que seria um “beijo da morte” para a candidatura do PSDB.
“A rejeição a Garotinho por aqui é terminal. Provavelmente foi algum assessor marciano que deu esta sugestão a Fernando Henrique Cardoso”, disse o prefeito ao Estado. Maia cita FHC, pois, segundo o jornal, o ex-presidente estaria a frente dessa aproximação, tendo consultado a governadora do Rio, Rosinha Matheus, esposa de Garotinho, a respeito desse contato.
O filho do prefeito do Rio e líder do PFL na Câmara, Rodrigo Maia (RJ), foi fundo no argumento para criticar essa tentativa: “A decisão é do candidato. Ele é que precisa ver se o apoio agrega ou desagrega. O que segura o nome do Garotinho são 440 rádios que ele tem, mas que ninguém sabe quem financia. Acho que não é esse tipo de apoio que Alckmin quer”, declarou ao Estado na reportagem em questão.
Em contrapartida, o candidato peessedebista tem se mostrado favorável a esse apoio de garotinho à sua campanha, conforme informações da matéria: “Claro que quem foi candidato a presidente da República e teve uma votação expressiva tem votos”, teria dito o tucano, que ainda comentou que seu partido busca diversas lideranças para empurrá-lo na campanha eleitoral, mas que ainda não havia tido nenhuma decisão por parte do ex-governador do Rio a respeito.
Pior é o quadro eleitoral no Estado do Rio de Janeiro, que impossibilitaria uma aliança no primeiro turno entre PMDB e PSDB. O PFL apóia o candidato do PPS, a deputada Denise Frossard, enquanto que o PSDB tem candidato próprio, Eduardo Paes. Ambos criticam Rosinha, que lançou o senador Sérgio Cabral para ocupar seu posto, pelo PMDB. Este fez aliança com petistas no interior em torno da candidatura de Lula, mas evita criticar Alckmin. Ou seja, uma salada com todos os ingredientes possíveis.
Esse quadro demonstra como essa querela toda é típica coisa de político brasileiro. Garotinho, que disputou a campanha presidencial passada como candidato do PSB, e tentou este ano concorrer pelo PMDB, agora flerta com o PSDB para apoiar a candidatura de Alckmin, que não se importa em “vender-se ao diabo” para conseguir decolar seus votos, seja do garotinho, tão criticado por todos nos últimos tempos, mas com cacife tão grande que o torna necessário, pois seus votos podem ajudar os tucanos a alavancar a corrida ao Planalto.
A grita dos Maias dentro de seu Bronx tropical é normal, já que pai e filho são inimigos históricos de Garotinho e família e vão se queixar muito dessa aproximação, pois o PFL é aliado quase que vitalício do PSDB e não cai bem para César Maia apoiar, juntamente a garotinho, Alckmin.
Já imaginaram um comício com os dois no palanque, juntinhos, dividindo microfone para convencer a população a votar no ex-governador de São Paulo para presidente? Seria cômico que essa estapafúrdia situação acontecesse, o que só mostra o caráter mambembe de políticos e partidos que não possuem ligação a nada, a não ser a seus bens e suas vantagens.
Em dia de futebol na telinha, gostaria de destacar a grita que a aproximação do candidato à Presidência da República, Geraldo Alckmin (PSDB), ao ex-governador Anthony Garotinho (PMDB) tem causado no Rio de Janeiro, principalmente ao gueto pefelista de César Maia naquele Estado.
A notícia da página A7 do Caderno Nacional de O Estado de S. Paulo intitulada “Maia ataca aceno do PSDB a Garotinho” dá o tom das declarações do prefeito do Rio de Janeiro, César Maia, inimigo ferrenho de Garotinho, sobre essa possível aliança, conferindo o que seria um “beijo da morte” para a candidatura do PSDB.
“A rejeição a Garotinho por aqui é terminal. Provavelmente foi algum assessor marciano que deu esta sugestão a Fernando Henrique Cardoso”, disse o prefeito ao Estado. Maia cita FHC, pois, segundo o jornal, o ex-presidente estaria a frente dessa aproximação, tendo consultado a governadora do Rio, Rosinha Matheus, esposa de Garotinho, a respeito desse contato.
O filho do prefeito do Rio e líder do PFL na Câmara, Rodrigo Maia (RJ), foi fundo no argumento para criticar essa tentativa: “A decisão é do candidato. Ele é que precisa ver se o apoio agrega ou desagrega. O que segura o nome do Garotinho são 440 rádios que ele tem, mas que ninguém sabe quem financia. Acho que não é esse tipo de apoio que Alckmin quer”, declarou ao Estado na reportagem em questão.
Em contrapartida, o candidato peessedebista tem se mostrado favorável a esse apoio de garotinho à sua campanha, conforme informações da matéria: “Claro que quem foi candidato a presidente da República e teve uma votação expressiva tem votos”, teria dito o tucano, que ainda comentou que seu partido busca diversas lideranças para empurrá-lo na campanha eleitoral, mas que ainda não havia tido nenhuma decisão por parte do ex-governador do Rio a respeito.
Pior é o quadro eleitoral no Estado do Rio de Janeiro, que impossibilitaria uma aliança no primeiro turno entre PMDB e PSDB. O PFL apóia o candidato do PPS, a deputada Denise Frossard, enquanto que o PSDB tem candidato próprio, Eduardo Paes. Ambos criticam Rosinha, que lançou o senador Sérgio Cabral para ocupar seu posto, pelo PMDB. Este fez aliança com petistas no interior em torno da candidatura de Lula, mas evita criticar Alckmin. Ou seja, uma salada com todos os ingredientes possíveis.
Esse quadro demonstra como essa querela toda é típica coisa de político brasileiro. Garotinho, que disputou a campanha presidencial passada como candidato do PSB, e tentou este ano concorrer pelo PMDB, agora flerta com o PSDB para apoiar a candidatura de Alckmin, que não se importa em “vender-se ao diabo” para conseguir decolar seus votos, seja do garotinho, tão criticado por todos nos últimos tempos, mas com cacife tão grande que o torna necessário, pois seus votos podem ajudar os tucanos a alavancar a corrida ao Planalto.
A grita dos Maias dentro de seu Bronx tropical é normal, já que pai e filho são inimigos históricos de Garotinho e família e vão se queixar muito dessa aproximação, pois o PFL é aliado quase que vitalício do PSDB e não cai bem para César Maia apoiar, juntamente a garotinho, Alckmin.
Já imaginaram um comício com os dois no palanque, juntinhos, dividindo microfone para convencer a população a votar no ex-governador de São Paulo para presidente? Seria cômico que essa estapafúrdia situação acontecesse, o que só mostra o caráter mambembe de políticos e partidos que não possuem ligação a nada, a não ser a seus bens e suas vantagens.

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